Abigraf traça perfil da indústria gráfica

O "Estudo Setorial da Indústria Gráfica no Brasil", lançado nesta quarta-feira (26/8) na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, traça um perfil da indústria gráfica brasileira. O trabalho é uma realização da Abigraf Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), por meio de parceria com o Sebrae Nacional.

A pesquisa aponta detalhes sobre porte das empresas, atividades, número de funcionários, localização geográfica, estrutura produtiva (unidades fabris, processos, volume de produção, capacidade instalada, investimentos e máquinas), dentre outros itens. Com base nos indicadores apresentados, pode-se estimar que a participação do setor se aproxime de 1,5% do faturamento total da indústria de transformação nacional. Essa participação é ainda mais significativa, quando se compara a mão de obra diretamente empregada pelo segmento, alcançando um índice próximo a 2,8%.

Para realizar o estudo, foram ouvidas 8 278 empresas das 19 897 existentes, representando 20 295 unidades gráficas. Juntas, elas geram 276 731 empregos diretos.

Das 20 295 unidades gráficas, 19 930 (98,25%) são comerciais, 142 religiosas, 122 sindicais e 101 públicas.  

Consumo de papel
A operação dessas empresas, em 2008, absorveu cerca de 6,5 milhões de toneladas de papel, representando faturamento de R$ 23,1 bilhões. Desse montante, o equivalente a R$ 1,6 bilhão foi investido no ano passado na modernização e/ou ampliação do parque produtivo, valor que representa 7% do faturamento total do setor em 2008.  

Porte
O setor é constituído, em sua maioria, por empresas de micro e pequeno portes, que representam 88,7% do número total e foram responsáveis por 32,2% da mão de obra empregada e 21% do faturamento de 2008.  

Emprego
O setor trabalha com média de 16 funcionários por empresa, operando unidades industriais com médias de 1.211 m² e 18 anos de fundação. Cerca de 77% delas trabalham em um único turno de 8 horas/dia, 17% em dois turnos e 6% em 3 turnos, o que garante um nível de utilização da capacidade instalada de produção da ordem de 80%.  

Geografia
A Região Sudeste concentra o maior número de unidades produtivas (53,8%); seguida do Sul, com 23,3%; Nordeste, com 12,5%; Centro-Oeste, com 7,4%; e Norte, com 3%.  

Investimentos
O estudo mostra que a indústria gráfica vem apresentando fortes aportes em sua modernização e capacitação. Em 2008, um valor próximo a R$ 1,6 bilhão foi aplicado em novas máquinas e equipamentos, em recursos humanos e em instalações, o que representou nada menos do que 6,8% do faturamento total estimado para o setor no ano. No período examinado (de 2006 a 2008), os investimentos promovidos pelas indústrias do setor cresceram 2,6 vezes, estimulados fortemente pela expansão da demanda interna, puxada pelo aquecimento observado na economia brasileira durante os dois últimos anos. A tendência foi interrompida com a chegada da crise internacional, no último trimestre de 2008.

O parque gráfico brasileiro dispõe de 71 mil máquinas de impressão, com média próxima a quatro impressoras por unidade produtiva. Conta, ainda, com 92 mil máquinas e equipamentos de acabamento e beneficiamento de produtos gráficos, totalizando mais de 163 mil máquinas instaladas na produção.

Nos últimos três anos, foram adquiridas 21 mil novas máquinas de impressão, o que equivale a quase 30% do parque instalado, explicando a baixa idade média dos equipamentos em operação nas empresas, nas quais 36% do parque de máquinas contam com menos de cinco anos de uso. Nesse mesmo período, outras 27 mil máquinas e equipamentos de acabamento foram adquiridos. O parque de máquinas de acabamento apresenta uma taxa de renovação semelhante à observada nas impressoras, registrando um número igualmente elevado de equipamentos com menos de cinco anos de uso (36,5%).
 
 


Fonte: Site Embalagemmarca